UBS reafirma intenção de permanecer na Suíça após rumores de mudança para os EUA
O Financial Times relatou que o presidente do UBS e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, discutiram a possibilidade de o banco mudar sua sede para os Estados Unidos. Este movimento poderia ser um plano de contingência caso o governo suíço decidisse implementar uma medida que obrigasse o UBS a aumentar seus requisitos de capital em cerca de nove bilhões de dólares.
Na última segunda-feira, o UBS reiterou sua intenção de manter sua sede na Suíça, em resposta ao relatório do Financial Times que indicava que o presidente da instituição, Colm Kelleher, e Scott Bessent discutiram a realocação do banco para os Estados Unidos.
“Como já dissemos repetidamente, desejamos continuar a operar com sucesso como um banco global a partir da Suíça”, confirmou o UBS em resposta à Reuters.
Segundo a reportagem do Financial Times, a conversa entre o presidente do UBS e Scott Bessent ocorreu em um cenário em que o governo suíço não recuasse em relação às novas regras de capital.
A Reuters também informou, citando fontes internas do UBS, que a instituição considerou essa possibilidade de mudança como parte de seus planos de contingência.
Governo e UBS em desacordo no cálculo dos requisitos de capital
De acordo com a agência, a situação deriva de um plano apresentado pelo governo suíço em junho, que visava tornar o banco menos arriscado e evitar um colapso similar ao do Credit Suisse. No entanto, a Reuters observa que esse plano poderia exigir que o UBS mantivesse mais de 26 bilhões de dólares em capital ‘core’, uma exigência que o banco considera “extrema e prejudicial”.
Na sexta-feira, a segunda comissão parlamentar suíça, responsável pelos Assuntos Económicos e Fiscais, afirmou que os requisitos de capital para o UBS “não devem exceder” aqueles de outros centros financeiros. Essa mesma comissão recomendou que o governo suíço não impusesse um ônus “desproporcional” ao UBS com novas regras de avaliação relacionadas a software e ativos fiscais diferidos.
A Reuters, citando uma carta da comissão de Assuntos Económicos e Fiscais ao governo suíço, destacou a necessidade de “cuidado” para “não exceder” os padrões internacionais e as práticas comuns entre centros financeiros concorrentes.
O alerta da comissão está relacionado a uma medida que proíbe a inclusão de software e ativos fiscais diferidos como parte do capital ‘core’, o que, se implementado, obrigaria o UBS a aumentar seus requisitos de capital em cerca de nove bilhões de dólares. Segundo a Reuters, o governo suíço tem a autoridade para impor essas regras sem necessidade de aprovação parlamentar, utilizando medidas provisórias que poderiam entrar em vigor em 2027.





