Nova Lei da Nacionalidade: Portugal Torna
Durante as intervenções antes das votações da nova lei da nacionalidade, António Leitão Amaro destacou que “hoje Portugal fica mais Portugal” e que esta é uma das leis “mais importantes”, saindo do parlamento um texto “melhor do que aquele que entrou”.
O ministro da Presidência, Leitão Amaro, afirmou que a nova lei da nacionalidade faz com que “Portugal fica mais Portugal” e acusou o PS de ter uma fixação no facilitismo.
Saudando os partidos PSD e CDS-PP, que apoiam o Governo, assim como a IL e o Chega “que colaboraram na aprovação desta lei”, o ministro também expressou agradecimentos ao PS pelo “esforço construtivo em parte deste processo”, mencionando que foi possível uma aproximação aos socialistas “em diversos aspectos”.
“Lamento a fixação do PS em manter o antigo regime, leve e facilitista. É exatamente por não aceitarmos esse facilitismo que não houve acordo com o PS”, argumentou, ressaltando que “a cidadania não deve ser concedida para auxiliar a integração”, mas sim oferecida a “quem já se integrou”.
Durante as intervenções, o secretário-geral, José Luís Carneiro, dirigiu-se diretamente ao ministro da Presidência sobre um tema que já havia abordado no dia anterior.
“A declaração que fez sobre reengenharia demográfica para fins políticos é de uma gravidade inaudita e espero que possa retificar essa declaração, pois ela é ofensiva para o PS”, exigiu.
Carneiro considerou inaceitável que continue a ser usada “a linguagem das portas escancaradas” e fez um convite a Leitão Amaro para um “debate sério e rigoroso” sobre a segurança das fronteiras nacionais, envolvendo todas as forças e serviços de segurança que, desde 2012, têm participado na avaliação de Schengen.
“Em momento algum estaríamos disponíveis para que as falhas do Estado pudessem impactar os direitos fundamentais de cidadãos”, afirmou o líder do PS, justificando a oposição do partido e destacando as questões que impediram uma aproximação definitiva.




