Wall Street encerra em alta com Nasdaq liderando ganhos após decisão do Supremo sobre tarifas
A bolsa de Nova Iorque fechou a sessão desta sexta-feira em alta. O Dow Jones subiu 0,40%, alcançando 49.593,09 pontos, o S&P 500 cresceu 0,63%, chegando a 6.905,13 pontos, e o Nasdaq, com foco no setor tecnológico, valorizou 0,90%, indo para 22.886,07 pontos.
Um dos principais destaques da sessão foi a decisão do Supremo Tribunal dos EUA de derrubar as tarifas impostas anteriormente pelo presidente Donald Trump.
No entanto, Trump já anunciou uma nova tarifa global de 10%, que será implementada com base no disposto no Artigo 122, que permite a adoção de medidas comerciais para abordar problemas na balança de pagamentos.
O presidente declarou que irá estabelecer essa tarifa utilizando um outro instrumento legal, uma vez que o tribunal determinou que as tarifas anteriores, baseadas no International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), deveriam ser submetidas ao Congresso antes da sua implementação.
O Trade Act de 1974, especificamente sua seção 122, permite a aplicação imediata dessa nova tarifa global de 10%, que foi anunciada nesta sexta-feira e entra em vigor já a partir de sábado. Contudo, essa tarifa de 10% terá uma validade de 150 dias, ao contrário da taxa anterior que era indefinida sob o IEEPA, exigindo posteriormente a renovação pelo Congresso.
Por sua vez, a associação norte-americana de pequenas empresas “We Pay the Tariffs” manifestou-se em resposta à decisão do Supremo Tribunal dos EUA, que anulou em grande parte as tarifas impostas pela administração Trump, argumentando que o governo deve compensar as empresas afetadas.
O diretor executivo da associação, Dan Anthony, afirmou que “uma vitória legal não significa muito sem um alívio real para as empresas que suportaram esses custos”, segundo citado pela EFE.
Enquanto isso, foi reportado que a economia dos EUA apresentou indícios de desaceleração no último trimestre de 2025, com um crescimento de 1,4%, que ficou abaixo das expectativas do mercado.
Para o ano de 2025 como um todo, o crescimento da maior economia do mundo foi de 2,2%, uma leve redução em comparação a 2024, conforme os dados divulgados hoje pelo Departamento de Comércio.




