Economia

Seguro não promulga lei trabalhista sem consenso na concertação social

Seguro não promulga lei trabalhista sem consenso na concertação social

“Primeiro, não fez parte da proposta eleitoral dos partidos. Segundo, não houve acordo na concertação social”, afirmou o candidato apoiado pelo PS, quando questionado sobre se vetaria ou não o pacote laboral apresentado pelo Governo.

O candidato a Presidente da República António José Seguro declarou, esta sexta-feira, que não publicaria as alterações à legislação laboral nas atuais condições, argumentando que a questão “não fez parte” das propostas eleitorais e que “não houve acordo” na concertação social.

António José Seguro falava na Faculdade de Economia do Porto durante um encontro com empreendedores, empresários e jovens estudantes, onde também afastou a possibilidade de promulgar uma lei de regionalização. “Se for para criar mais cargos, não”, acrescentou, ressaltando que não é viável avançar nessa direção com os órgãos já existentes nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento e nas Comunidades Intermunicipais.

Em relação à lei do Trabalho, o ex-secretário-geral do PS enfatizou que “a concertação social é fundamental nas sociedades modernas para criar previsibilidade e estabilidade” e que as alterações às regras não deveriam apresentar “marcas ideológicas”, mas sim estarem “associadas a objetivos”.

Seguro, que destacou não ser um “candidato partidário” e que nunca o será, deixou uma promessa caso venha a ser eleito Presidente da República: “Nunca serei um presidente partidário”, declarou a uma plateia que incluía antigos ministros socialistas como Teixeira dos Santos e Elisa Ferreira.

Sobre a regionalização, o candidato mais votado na primeira volta lembrou que não é da competência do Presidente da República decidir se a questão será ou não levada a referendo, mas garantiu: “Se é para criar mais cargos, mais encargos, não, já chega”.

“Acredito que é possível, com os recursos que existem nas CCDR e nas CIM, utilizar essa despesa já existente para realizar economias de escala que possam resultar em benefícios”, afirmou.

No domingo, 18 de janeiro, António José Seguro e André Ventura foram os mais votados na primeira volta das eleições para o Palácio de Belém e disputarão a segunda volta marcada para 8 de fevereiro.

O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, obteve 31% dos votos, enquanto Ventura, líder do Chega, alcançou 23%.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16%, seguido de Gouveia e Melo com 12%, e Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.

À esquerda, Catarina Martins (BE) obteve 2%, António Filipe (PCP) recebeu 1,6% e Jorge Pinto (Livre) alcançou 0,6%, ficando atrás do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana arrecadou 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

Pat Pereira

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