Nomeações para ULS seguem os mesmos critérios de sempre, afirma ministra
Durante a comissão parlamentar de saúde, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que os critérios utilizados para a nomeação das novas administrações das unidades locais de saúde (ULS) são os mesmos que sempre estiveram em vigor. Ela foi questionada por diversos deputados sobre as recentes substituições nas equipas responsáveis pela gestão das ULS.
A ministra destacou que a responsabilidade pela indicação e proposta dessas nomeações cabe à Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde. Ao discorrer sobre a possibilidade de um novo modelo para a nomeação dos conselhos de administração, Ana Paula Martins mencionou que uma reforma do Estado está em andamento, abrangendo várias dimensões.
“Cabe a todos nós decidirmos se devemos adotar outros critérios”, afirmou a governante, reforçando que o “Governo tem utilizado exatamente os mesmos critérios estabelecidos anteriormente”. A ministra também observou que, até o momento, não havia visto uma preocupação tão intensa em relação às nomeações, e reconheceu a dificuldade em encontrar pessoas disponíveis para esses cargos.
“Temos feito muitos convites que foram recusados”, admitiu Ana Paula Martins, atribuindo isso, em parte, aos “riscos envolvidos na administração de um hospital” impostos pelas normas existentes. Ela citou como exemplo as multas frequentemente aplicadas aos administradores, que não têm seguro, resultando em encargos financeiros que podem durar uma vida, além dos salários que considerou insuficientes para o nível de responsabilidade que desempenham.
Ao final de 2025, a Direção Executiva do SNS informou à Lusa que 10 conselhos de administração de ULS teriam seus mandatos encerrados em 31 de dezembro. Na mesma ocasião, a Ordem dos Médicos enfatizou a necessidade de que as nomeações para os conselhos de administração das ULS sejam baseadas em competência, experiência e conhecimento do setor, em vez de “amiguismo” ou critérios político-partidários.




