Leitão Amaro: ‘Portugal se torna mais Portugal’ com nova lei da nacionalidade
No período de intervenções antes das votações da nova lei da nacionalidade, António Leitão Amaro afirmou que “hoje Portugal fica mais Portugal” e que esta é uma das leis “mais importantes”, saindo do parlamento um texto “superior ao que entrou”.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, falou durante um briefing após a reunião do Conselho de Ministros, no Campus XXI, em Lisboa, a 12 de junho de 2025.
Leitão Amaro defendeu que, com a nova lei da nacionalidade, “Portugal fica mais Portugal” e criticou o PS por ter uma tendência para o facilitismo.
Durante as intervenções antes da votação da nova lei da nacionalidade, o ministro ressaltou que a legislação aprovada é uma das “mais importantes” e que o texto final é “melhor do que o original”.
Ele expressou gratidão ao PSD e ao CDS-PP, que sustentam o Governo, assim como à IL e ao Chega, que contribuíram para a aprovação da lei. O ministro também reconheceu o “esforço construtivo de parte do PS neste processo” e mencionou que houve possibilidade de aproximação com os socialistas “em muitos aspectos”.
“Lamento a fixação do PS em manter o antigo regime, que é ligeiro e facilitista. É essa resistência ao facilitismo que impediu um acordo com o PS”, declarou, sustentando que “não se deve conceder a cidadania como forma de ajudar a integrar”, mas sim a quem “já se integrou”.
Durante as intervenções, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, dirigiu-se diretamente a Leitão Amaro sobre questões já discutidas no dia anterior.
“A declaração que fez sobre reengenharia demográfica para fins políticos é de uma gravidade inaudita e espero que possa rever essa afirmação, pois ela ofende o PS”, exigiu.
Carneiro considerou inaceitável a continuação do uso de “linguagem das portas escancaradas” e convidou Leitão Amaro para um “debate sério e rigoroso” sobre a segurança das fronteiras nacionais, envolvendo todas as forças e serviços de segurança que, desde 2012, acompanham a avaliação de Schengen.
“Em momento algum estaríamos disponíveis para que as falhas do Estado possam sobrepor-se aos direitos fundamentais dos cidadãos”, afirmou o líder do PS, justificando a oposição do partido e apontando os fatores que impediram uma aproximação definitiva.





