Economia

Empresas portuguesas devem adotar uma abordagem mais estruturada em Angola, afirma CEO da Mota

Empresas portuguesas devem adotar uma abordagem mais estruturada em Angola, afirma CEO da Mota

Durante um painel na Conferência Negócios Radar África, organizada pelo Jornal de Negócios, o presidente da Mota-Engil, Carlos Mota Santos, destacou que a empresa reafirma sua confiança no mercado angolano, com o investimento que estão dispostos a realizar no concurso para a privatização do novo aeroporto internacional de Luanda, do qual foram vencedores.

O CEO enfatizou que as empresas portuguesas devem adotar uma perspectiva estrutural e de longo prazo em relação a Angola, abrangendo não apenas o setor de infraestruturas, mas também áreas como agroalimentar e farmacêutico.

“Estamos atualmente em fase de negociação do contrato e esperamos assinar dentro das próximas semanas”, afirmou Mota Santos.

Sobre o investimento português em Angola, Mota Santos destacou que este “não é um mercado oportunístico, mas sim um de longo prazo, que exige comprometimento, investimento de capital e formação de talentos.”

Ele argumentou que uma abordagem pontual ou temporária em relação a Angola é inadequada, ressaltando que no setor de infraestruturas, a “internacionalização deve ser vista de forma estruturante, com planos de negócios e financiamento.”

Portanto, Mota Santos afirmou que as empresas portuguesas, especialmente nas áreas de infraestruturas, agroalimentar, industrial, produtos farmacêuticos e serviços, devem encarar Angola com uma perspectiva mais ampla e de longo prazo.

Ele também mencionou que há “um enorme potencial para atividades necessárias em Angola e que o país possui um imenso potencial para investimento.” A Mota-Engil tem explorado oportunidades fora do seu setor tradicional, incluindo investimentos na agricultura de cacau e caju em Cabinda, além de envolver-se com créditos de carbono.

Rui Miguel Nabeiro, CEO da Delta Cafés e presente no painel, compartilhou a visão de que Angola “tem um potencial muito grande”, especialmente quando abordado de uma perspectiva de longo prazo.

Conforme Nabeiro, “se é verdade que Portugal serve como porta de entrada para empresas angolanas na Europa, o inverso também é válido”, já que Angola pode atuar como um ‘hub’ para a exportação para outros mercados africanos.

Pat Pereira

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