Autárquicas: Alexandra Leitão considera difícil viabilizar orçamentos do novo executivo de Lisboa
Alexandra Leitão, à entrada da cerimónia de instalação dos órgãos municipais de Lisboa para o mandato 2025-2029, realizada na Gare Marítima de Alcântara, afirmou: “Em princípio, e não me vinculando a nada, porque temos que conversar e ver, eu diria que será difícil viabilizarmos orçamentos deste executivo”.
A vereadora socialista Alexandra Leitão, que lidera a vereação do PS na Câmara de Lisboa, considera que será “difícil” aprovar os orçamentos do novo executivo liderado por Carlos Moedas (PSD), ao contrário do que ocorreu no último mandato.
Durante o anterior mandato (2021-2025), os quatro orçamentos do executivo de Carlos Moedas, que governou sem maioria absoluta – uma situação que se mantém agora – foram aprovados devido à abstenção dos vereadores do PS, que tiveram a oposição do restante, incluindo PCP, Livre, BE e Cidadãos Por Lisboa (elegidos pela coligação PS/Livre).
Sobre a possibilidade de uma aliança entre a candidatura PSD/CDS-PP/IL e o partido Chega, Alexandra Leitão evitou comentar rumores, afirmando que “vamos aguardar para ver como é que, quer na Câmara Municipal, quer na Assembleia Municipal, este novo ciclo se desenvolve, com novas correlações de forças”.
Nas eleições de 12 de outubro, Carlos Moedas foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa através da candidatura “Por ti, Lisboa” – PSD/CDS-PP/IL, que obteve 41,69% dos votos e elegeu oito mandatos, um a mais do que os sete alcançados em 2021, ficando a um de alcançar a maioria absoluta.
A candidatura “Viver Lisboa” – PS/Livre/BE/PAN, liderada por Alexandra Leitão, obteve 33,95% dos votos e elegeu seis vereadores. O partido Chega seguiu com 10,10% dos votos e dois mandatos, enquanto a CDU (coligação PCP/PEV) conseguiu 10,09% dos votos e elegeu um vereador, falhando a eleição de um segundo mandato por um voto de diferença em relação ao Chega.
No mandato 2021-2025, o executivo municipal foi composto por sete eleitos da coligação “Novos Tempos” (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), sete da coligação “Mais Lisboa” (PS/Livre), dois da CDU e um do BE. Em 2021, o Chega não conseguiu eleger vereadores.




