Ações da Grão
A construtora Grão-Pará foi declarada insolvente pelo tribunal aproximadamente três semanas após ter solicitado essa declaração ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa em 22 de agosto. A insolvência foi aprovada por unanimidade pelos acionistas em assembleia-geral no dia 23 de julho.
A Euronext Lisbon anunciou que as ações da construtora Grão-Pará seriam excluídas a partir de 19 de novembro, uma decisão comunicada ao mercado. A Grão-Pará informou que a Euronext divulgou o aviso 228/25, que indica que as ações ordinárias emitidas pela empresa serão retiradas da Euronext Lisbon a partir de 19 de novembro de 2025. O último dia de negociação das suas ações será 18 de novembro.
A exclusão das ações foi determinada pela Euronext em decorrência da declaração de insolvência da empresa.
Nos últimos 15 anos, a construtora tem registrado resultados negativos, exceto em 2024, quando obteve um lucro de 617.724,43 euros, resultado que se deveu à reversão da imparidade do saldo da associada Grão-Pará Agroman.
A companhia não tem operação ou atividade comercial há vários anos, não gerando “quaisquer proventos”, conforme mencionado em uma nota enviada à CMVM ao anunciar a convocação da assembleia-geral para decidir a insolvência.
A empresa conseguiu se manter devido a empréstimos solicitados por Abel Pinheiro (administrador do grupo) e seus familiares, que superam 1,5 milhões de euros.
Os membros do Conselho de Administração têm exercido suas funções de maneira gratuita.
O grupo Grão-Pará é composto pela Imobiliária Construtora Grão Pará e empresas associadas, atuando em diversas áreas, incluindo turismo e imobiliária.




