Economia

Militares libertam magistrados e integrantes da CNE em Guiné

Militares libertam magistrados e integrantes da CNE em Guiné

O bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau confirmou que “os cinco magistrados do Ministério Público (MP), o presidente da CNE e os restantes membros do secretariado executivo da CNE já estão livres”.

Os cinco magistrados do Ministério Público e os membros do secretariado da Comissão Nacional de Eleições (CNE), que estavam detidos por militares na Guiné-Bissau, foram libertados nesta segunda-feira, segundo informações transmitidas à Lusa pelo bastonário da Ordem de Advogados guineense.

Januário Correia confirmou o fato através de um contato feito pela Lusa.

“Os cinco magistrados do Ministério Público (MP), o presidente da CNE e os restantes membros do secretariado executivo da CNE já estão livres”, afirmou o bastonário.

Os magistrados, que também têm a função de fiscalizar as eleições na Guiné-Bissau, foram detidos na quarta-feira por militares durante o golpe de Estado que destituiu as autoridades civis e suspendeu o processo eleitoral em curso.

Na ocasião, as razões para a detenção dos magistrados, que estavam na Segunda Esquadra de Bissau, não foram esclarecidas.

No mesmo dia, os militares cercaram a sede da CNE em Bissau, onde os membros do secretariado da administração eleitoral se encontravam finalizando a apuração dos resultados das eleições legislativas e presidenciais de 23 de novembro.

Uma delegação da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), liderada pelo Presidente da Serra Leoa, general Julius Maada Bio, está em Bissau para dialogar com as novas autoridades de transição e com a CNE.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou a detenção de, pelo menos, 18 pessoas, incluindo vários dirigentes políticos da oposição, como Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

A junta militar que assumiu o poder na Guiné-Bissau nomeou o general Horta Inta-A como presidente de transição por um ano, enquanto o chefe de Estado cessante, Umaro Sissoco Embaló, saiu do país em direção ao Senegal e já se encontra na República do Congo.

Os militares anunciaram a suspensão do processo eleitoral um dia antes da divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.

As eleições, que ocorreram sem incidentes, contaram com a ausência do principal partido de oposição, o PAIGC, e de seu candidato, Domingos Simões Pereira, que foram excluídos da disputa e declararam apoio ao candidato opositor Fernando Dias da Costa.

Domingos Simões Pereira foi detido após o anúncio da junta militar.

A oposição, que reivindicou vitória nas eleições presidenciais, classifica a intervenção militar como uma manobra orquestrada pelo presidente cessante para impedir a divulgação dos resultados eleitorais.

*** A cobertura da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto, após a expulsão dos representantes dos veículos de comunicação social portugueses pelo Governo. A cobertura está sendo feita à distância. ***

Pat Pereira

About Author

Você também pode gostar

Economia

Transformamos as tendências da indústria em produtos inovadores: a Schaeffler apresenta o seu portfólio expandido para máquinas-ferramenta

Na indústria de máquinas-ferramenta, fatores como a automação, a digitalização e a sustentabilidade constituem forças que moldam as arquiteturas das
TransPerfect compra a tecnológica portuguesa Unbabel
Economia

TransPerfect compra a tecnológica portuguesa Unbabel

A TransPerfect, fornecedora norte-americana de soluções linguísticas e inteligência artificial para negócios globais, adquiriu a Unbabel, plataforma portuguesa de AI
inAmadora.pt
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.