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O Grupo Mota-Engil concluiu o ano de 2025 com resultados recordes, impulsionados por uma rentabilidade sem precedentes e uma carteira de encomendas que atingiu novos máximos. A empresa propõe o pagamento de um dividendo de 0,173 euros por ação. As perspetivas para 2026 são otimistas, com a Mota-Engil a prever um crescimento do volume de negócios entre 10% e 15%.

A Mota-Engil reportou um resultado líquido de 133 milhões de euros, um aumento de 9% em relação ao ano anterior e o valor mais elevado da história do Grupo. A eficiência operacional foi fundamental para alcançar um EBITDA recorde de 979 milhões de euros, com uma margem de 18%.

Esses resultados foram acompanhados por uma forte geração de caixa, com o fluxo de caixa operacional a aumentar 27%, totalizando 924 milhões de euros.

Apesar do lucro recorde, o volume de negócios fixou-se em 5.301 milhões de euros, uma queda influenciada por fatores econômicos. Este decréscimo resultou, principalmente, de atrasos na execução de obras em Portugal e no México devido a ciclos eleitorais, além da retirada do mercado polaco na região europeia.

Por outro lado, a operação em África destacou-se como o motor do Grupo, com a faturação a aumentar 22%, perfazendo 2.129 milhões de euros, impulsionada pelo setor de Engenharia Industrial, onde a Mota-Engil já ocupa uma das cinco primeiras posições globais em contract mining.

No que diz respeito à atividade comercial, a empresa atingiu um novo recorde na sua carteira de encomendas, agora totalizando 16,2 mil milhões de euros. Este montante — que não considera projetos recentes, como o túnel Santos-Guarujá no Brasil — é concentrado em 72% nos mercados principais (México, Angola, Portugal e Nigéria).

A solidez financeira também foi um aspecto em destaque, com o rácio de Dívida Líquida/EBITDA mantendo-se abaixo de 2x, cumprindo rigorosamente as metas estratégicas.

Com essa solidez financeira, o grupo comunicou a intenção de distribuir aos acionistas um dividendo de 0,173 euros por ação, sujeito à aprovação em Assembleia Geral.

Para o próximo ano, a construtora liderada por Carlos Mota Santos prevê um crescimento do volume de negócios entre 10% e 15%. A administração reafirma o compromisso com a disciplina financeira, mantendo o rácio de dívida líquida em relação ao EBITDA abaixo das duas vezes e estabilizando o investimento em 7% do volume de negócios, promovendo a rotação de ativos e a criação de valor a longo prazo. A empresa pretende conservar a margem EBITDA nos níveis atuais e seguir uma política de investimento responsável (Capex de 7% da faturação), garantindo a criação de valor sustentável para os acionistas.

Pat Pereira

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