Economia

Imported Article – 2025-12-17 15:09:17

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A vice-presidente de Fintech & Enablers da Mastercard para a Europa Ocidental, Elena Martinez, compartilhou sua análise com o Jornal Económico (JE) sobre as tendências das fintechs na Europa, destacando o grande e promissor potencial da inteligência artificial (IA) para o setor. A declaração foi feita durante a competição “Mastercard For Fintechs 2025”, que ocorreu em Barcelona em meados de novembro.

Elena Martinez, vice-presidente de Fintech & Enablers da Mastercard Western Europe

França se destaca como um dos protagonistas, mostrando que o “ecossistema fintech europeu é bastante saudável”. Em sua análise, Elena Martinez ressaltou as tendências das fintechs na Europa, com ênfase na IA, que considera como tendo um potencial “vasto e entusiasmante”.

Ela também mencionou a jornada da Mastercard como um agente educativo, principalmente através do programa “Mastercard For Fintechs 2025”, que visa conectar, educar e acelerar as fintechs em toda a Europa Ocidental, facilitando o diálogo sobre esses temas.

Elena Martinez destacou que a França é um exemplo de um “mercado muito forte e maduro de fintech” na Europa, excluindo o Reino Unido, que continua a ser “o maior” mercado. Ela também enfatizou o crescimento e a relevância de outros países como Espanha, Portugal, Itália, Bélgica e Luxemburgo.

Em relação ao ecossistema português, afirmou: “É um grande mercado de startups. Muitas startups estão sendo criadas lá devido ao apoio fiscal e regulatório. No entanto, o cenário das fintechs é ligeiramente diferente, pois o ecossistema de pagamentos em Portugal é um pouco mais complexo.” Ela observou que isso resulta em menos atividade nas fintechs em comparação com startups em geral.

Retornando ao “Mastercard For Fintechs 2025”, cuja primeira edição laureou a portuguesa Rauva como vencedora no ano anterior, Elena Martinez explicou ao JE o papel da Mastercard em apoiar as fintechs, promovendo “um ambiente inovador e competitivo”.

“Para nós, é muito importante prosperar em um ambiente de inovação. Ao idealizar este programa e considerando que vemos a tecnologia financeira como um motor de crescimento vital no ecossistema, questionamos: como podemos apoiar as fintechs e ajudá-las a escalarem e terem sucesso?”

Este tem sido o propósito do programa, que se baseia em três pilares: educação, eventos e competição, e reuniu 244 fintechs na segunda edição. Na final em Barcelona, participou a empresa portuguesa Paynest, fundada em 2022. “Estamos tentando apoiar o sistema fintech para levar toda a indústria a um novo patamar. E por isso, programas como este são importantes para nós”, afirmou ao JE.

Elena Martinez, ao enfatizar o papel de habilitadora da Mastercard, observou que as empresas “precisam de ajuda para escalar além de suas fronteiras nacionais”. “E mesmo dentro de seus países, precisam se conectar a parceiros que possam apoiá-las no lançamento de suas soluções”.

Ela comentou também sobre o valor da marca Mastercard para aqueles que participam da competição, ressaltando que “nossa marca é muito poderosa e pode ser associada aos seus serviços. Está classificada como a 12ª mais valiosa a nível mundial”.

No que diz respeito à educação, uma área em que a Mastercard tem investido, Martinez ressaltou a complexidade do setor de pagamentos. “Não é fácil de entender. Geralmente, nos pedem conselhos e apoio para lidar com vários desafios. Toda a cadeia de valor do espaço de pagamentos não é simples de compreender.” Para essa necessidade, a empresa disponibilizou uma plataforma de aprendizagem para todas as fintechs registradas no programa. De acordo com a executiva, 40% das fintechs que se inscreveram participam ativamente na plataforma de aprendizagem online do Masterclass Fintech.

Inovação e pequenas e médias empresas (PME)

Elena Martinez também abordou a inovação entre as pequenas e médias empresas (PME), que representam 99% das empresas na Europa, e que historicamente têm sido mal atendidas por instituições financeiras. “É um mercado vasto e existe muito a ser feito para melhorar as PME, seja em automação, atendendo às suas necessidades bancárias ou otimizando fluxos de caixa,” acrescentou, destacando ainda a crescente importância da cibersegurança, que “se tornou um tópico crítico e uma prioridade estratégica para todas as organizações”.

Um estudo recente da Mastercard revelou que, em Portugal, 79% dos proprietários de PME relataram dificuldades em lidar com questões de cibersegurança, mencionando que, em alguns casos, não sabem como usar a IA para a prevenção de fraudes.

Tendências das fintechs na Europa

Elena Martinez identificou várias “tendências interessantes” no setor fintech na Europa, incluindo a mudança do foco do crescimento para a rentabilidade, impulsionada por um cenário de captação de investimento difícil, levando a uma consolidação no mercado, como exemplificado pela aquisição da Cobee pela Pluxee e da Rebellion Pay pela Papara, ações que se espera continuem a longo prazo.

Ela também destacou a crescente relevância de criptomoedas e blockchain, especialmente em função de novas regulamentações como o MICA ou a “travel rule”.

De acordo com estudos de mercado citados por Martinez, espera-se que o mercado global de IA em fintech chegue a 26,6 mil milhões de dólares até o final do ano. O aumento da adoção de IA está associado a melhorias na experiência do cliente, maior eficiência operacional, detecção de fraudes e melhor gestão de riscos, entre outras. “O impacto da IA no setor financeiro é indiscutivelmente profundo,” concluiu.

Com sete anos de experiência na Mastercard, Elena Martinez reafirmou que “o potencial da IA nas fintechs é vasto e entusiasmante”. “Estamos apenas no início dessa jornada e o impacto total que terá no setor financeiro ainda está por ser revelado,” enfatizou.

Pat Pereira

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