Economia

Wall Street fecha em alta após declarações de Trump que provocam queda no preço do petróleo

Wall Street fecha em alta após declarações de Trump que provocam queda no preço do petróleo

O petróleo não é o único assunto relevante no mercado esta semana. Nesta quarta-feira, a Reserva Federal (Fed) divulgará sua próxima decisão sobre a taxa de juros, que vem após dois dados de inflação — IPC e PCE — que não trazem boas perspectivas.

Os principais índices dos Estados Unidos encerraram a sessão de segunda-feira em alta, impulsionados por declarações do Presidente, que disse não ver “problema” na passagem de navios iranianos, indianos e chineses pelo Estreito de Ormuz.

O Dow Jones subiu 0,83%, atingindo 46.946,41 pontos; o S&P 500 avançou 1,01%, para 6.599,38 pontos; e o Nasdaq cresceu 1,22%, alcançando 22.374,18 pontos, beneficiando do impulso das ações de inteligência artificial (IA).

No mercado, as ações da Meta aumentaram 2,33% após o anúncio de que a empresa, liderada por Mark Zuckerberg, planeja demitir pelo menos 20% de seus funcionários para compensar os elevados investimentos no desenvolvimento de IA.

A Nvidia revelou na segunda-feira sua expectativa de gerar pelo menos um bilhão de dólares em receitas com seus chips Blackwell e Rubin até o final de 2027, fazendo com que suas ações subissem 1,63%.

A queda nos preços do petróleo também trouxe um certo alívio ao mercado. A Agência Internacional de Energia (AIE) declarou que está disposta a liberar mais reservas estratégicas de petróleo “se necessário”, depois de já ter acionado 400 milhões na semana passada, conforme afirmou seu diretor executivo, Fatih Birol.

No fechamento do dia, o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, caiu 2,80%, para 100,25 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (benchmark dos Estados Unidos) recuou 5,25%, para 93,53 dólares.

Atualmente, o crude WTI está em baixa de 5,47%, negociado a 93,28 dólares o barril, enquanto o Brent recua 3,07%, a 99,97 dólares.

A diferença nas quedas deve-se, em grande parte, às datas de vencimento dos contratos. O Brent para maio reflete expectativas globais mais amplas, enquanto o WTI para abril enfrenta uma “corrida para a saída” técnica devido ao seu vencimento iminente. O contrato do WTI para entrega em abril de 2026 está se aproximando de seu vencimento, programado para 20 de março de 2026. Neste momento, ocorre o chamado “rollover”, onde os traders encerram suas posições no contrato atual para migrar para o próximo mês (maio). Se houver excesso de oferta ou falta de espaço para armazenamento físico em Cushing (o ponto de entrega do WTI), a pressão de venda no contrato prestes a expirar será muito mais intensa.

O contrato do Brent só vence no dia 31.

O petróleo não é o único foco do mercado esta semana, pois na quarta-feira, a Reserva Federal (Fed) anunciará sua próxima decisão sobre a taxa de juros, em meio a dados de inflação — IPC e PCE — que não oferecem motivos para otimismo. A inflação permanece elevada o suficiente para não justificar um corte nas taxas, e os dados estão desatualizados, não refletindo o impacto inflacionário potencial do conflito no Oriente Médio.

Os investidores aguardam que a Reserva Federal (Fed) mantenha as taxas de juros inalteradas ao final de sua reunião de dois dias na quarta-feira, especialmente após terem adiado suas expectativas de um corte de pelo menos 25 pontos base para depois de outubro.

A Fed não é o único banco central a tomar decisões nesta semana. O calendário está repleto de importantes reuniões de política monetária: o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE), o Banco Nacional Suíço (SNB), o Banco do Japão (BoJ), o Banco da Reserva da Austrália (RBA) e o Banco Popular da China (PBoC) anunciarão suas mais recentes decisões de política monetária, e o desafio que se aproxima não será fácil.

Pat Pereira

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