Tudo fica bem quando acaba razoavelmente bem
Com a suspensão da reforma da previdência, Sébastien Lecornu encontra-se “descompassado” em relação às suas “convicções”. Em outras palavras: o primeiro-ministro não confia em seu próprio Orçamento.
No final de mais uma rodada da crise política que afeta a sociedade francesa – com enormes repercussões na economia – e que promete não ser a última, o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que assume novamente o cargo, está em uma posição bastante delicada. Contestar o argumento da extrema-direita do Rassemblement National (RN) não é fácil, especialmente na visão de seus dois principais líderes, Marine Le Pen e Jordan Bardella, que acreditam que isso resulta em uma subalternização da vontade política do primeiro-ministro às opções da agenda política dos socialistas. O grande problema é que Lecornu também compartilha desse pensamento: “Ser o terceiro primeiro-ministro a lidar com esta crise significa que preciso correr riscos, incluindo aqueles que, às vezes, vão contra minhas próprias convicções. Digo isso com grande humildade.
Conteúdo reservado a assinantes. Leiaaquio conteúdo completo. Edição doJornal Económico de 17 de outubro.





