Recuperação das áreas afetadas pelas cheias será um processo prolongado, afirma Proteção Civil
O comandante nacional de Proteção Civil, Mário Silvestre, afirmou na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras, que “as situações de cheias mais rápidas, como as que ocorreram na zona de Alcácer do Sal, podem voltar à normalidade mais rapidamente. No entanto, as áreas afetadas pelo Tejo e pelo Mondego levarão algum tempo para que a normalidade seja restabelecida.”
A Proteção Civil alertou que a recuperação das regiões impactadas pelas cheias será um processo demorado, especialmente em Coimbra, nas áreas do Rio Tejo e do Rio Mondego, onde os campos agrícolas continuarão inundados.
Mário Silvestre também mencionou que a precipitação persistirá até o final do dia e que há possibilidade de chuvas fortes continuarem no sábado e domingo.
Ele destacou ainda que a manutenção dos caudais na bacia do Rio Mondego e na Barragem da Aguieira (Coimbra) oferece uma “perspectiva muito positiva” em relação à prevenção de inundações na parte baixa de Coimbra.
A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, declarou hoje que “o pior pode já ter passado” em relação ao risco de cheia, embora a vigilância do caudal do Mondego continue.
Durante uma conferência de imprensa no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, com a presença do primeiro-ministro, da ministra do Ambiente e de autarcas da região, Ana Abrunhosa reiterou que “nossa expectativa é que o pior possa estar a passar”.





