Quase Mil Milhões de Euros em Prejuízos nas Quatro Mil Empresas
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, anunciou hoje, em Sobral de Monte Agraço, que já foram recebidos mais de quatro mil pedidos de apoio de empresas, totalizando quase mil milhões de euros em prejuízos causados pelo mau tempo. “Estamos a falar de um valor que já ultrapassa os 900 milhões, e há mais de 200 processos já contabilizados nas contas das empresas”, afirmou.
Relativamente aos danos em habitações, já foram submetidos mais de 11 mil pedidos de apoio. “Os pagamentos já começaram a ser realizados, tanto pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Centro, como pela CCDR de Lisboa e Vale do Tejo”, acrescentou.
O ministro destacou que a prioridade foi dada às pessoas e, em seguida, às fábricas, que são essenciais para os empregos. “Agora é o momento de avaliarmos os prejuízos que as câmaras municipais enfrentaram”, explicou.
Essas entidades também já deram início à análise e ao pagamento dos primeiros pedidos de apoio apresentados pelos municípios. No entanto, muitos deles ainda estão a realizar o levantamento dos danos, como os casos de Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, que foram visitados pelo governante.
Durante a sua visita, Manuel Castro Almeida pôde observar os “prejuízos enormes” em infraestruturas como estradas, redes de água, saneamento e alguns equipamentos públicos, que são “incompatíveis com os orçamentos municipais”.
“Vamos ter que ajudar. Estamos a verificar quais os termos mais justos e equitativos para fornecer a assistência que os municípios necessitam”, ressaltou, informando que os formulários de candidatura para os municípios já estão disponíveis.
O governante garantiu que haverá “justiça e equidade” na avaliação dos pedidos de cada município.
As consequências das depressões Kristin, Leonardo e Marta foram graves, resultando na morte de dezasseis pessoas em Portugal, além de muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição parcial ou total de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte em fornecimentos de energia, água e comunicações, assim como inundações e cheias, foram as principais consequências materiais da tempestade.
As regiões mais afetadas incluem Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados foi encerrada no domingo.




