Justiça brasileira determina que 80% da força de trabalho da Petrobras permaneça ativa
O conflito entre a petrolífera e os trabalhadores se arrasta há duas semanas devido à falta de um acordo nas negociações salariais.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) do Brasil determinou que a força de trabalho em todas as instalações da Petrobras no país deve se manter em 80%, após os funcionários da empresa entrarem em greve geral por tempo indeterminado.
A multa por descumprimento é de 200 mil reais por dia (30 mil euros). Em comunicado, o tribunal informou que a decisão também proíbe os sindicatos de bloquear o transporte de empregados e equipamentos de e para as instalações, incluindo as da subsidiária logística da Petrobras, a Transpetro.
“Continuamos a trabalhar e a garantir a produção e o abastecimento”, afirmou Sylvia dos Anjos, diretora de Exploração e Produção, à Reuters.
A petrolífera também comunicou que, após cerca de quatro meses de tentativas para chegar a um entendimento nas negociações, 11 sindicatos aprovaram a proposta de remuneração apresentada pela companhia, “encerrando o movimento grevista na grande maioria de suas bases”. No entanto, ainda existem cinco grupos dissidentes.
Na sexta-feira, o sindicato Sindipetro-NF, que representa aproximadamente 25 mil trabalhadores da indústria do petróleo no Brasil, rejeitou a proposta mais recente da estatal para finalizar a greve que já dura quase duas semanas, iniciada em 15 de dezembro.
Apesar do impasse entre as duas partes e da decisão do Tribunal, ainda não está claro quando a disputa será resolvida, uma vez que as negociações salariais envolvem também questões complexas relacionadas aos fundos de pensões da Petrobras.





