Inovação e Sustentabilidade: Eixos para o Desenvolvimento Tecnológico em 2026
A grande aceleração tecnológica, impulsionada pela Inteligência Artificial e pela convergência de soluções, marcará 2026. A inovação e a sustentabilidade serão os alicerces essenciais para converter tecnologia em valor real, fortalecendo a resiliência e a competitividade das organizações – como explica Alexandre Ruas, diretor executivo da Claranet Portugal, em entrevista.
Quais são, hoje, as grandes tendências tecnológicas e o que poderá mudar em 2026?
Estamos em um período de grande aceleração tecnológica, caracterizado por incertezas quanto ao impacto futuro em diversos setores. O destaque de 2025 será a ascensão da Inteligência Artificial (IA) em todas as esferas, seja na esfera pessoal, empresarial ou pública, ou em uma abordagem híbrida que entrelaça esses domínios. No entanto, o pleno aproveitamento desse potencial depende da evolução de outras tecnologias, como infraestrutura, conectividade, plataformas de dados, algoritmos cada vez mais sofisticados e um forte investimento em cibersegurança.
Em 2026, antevejo que essas tendências se unirão em soluções ainda mais integradas, gerando resultados palpáveis e ampliando o impacto tanto na resiliência organizacional quanto pessoal. A habilidade de adaptação, inovação e sustentabilidade será crucial para transformar tecnologia em valor real para indivíduos, empresas e sociedade.
Como estão essas tendências ou soluções tecnológicas redefinindo processos nas organizações?
Na Claranet Portugal, essas tendências já são parte do nosso cotidiano e impactam diretamente nossos processos e serviços. Destaco três exemplos concretos. No setor de Workplace, implementamos agentes inteligentes no Service Desk que analisam e redirecionam automaticamente pedidos multicanal, resolvendo incidentes de forma autônoma e reduzindo significativamente os tempos de resposta, resultando em uma maior satisfação dos usuários. Na área de cibersegurança, nosso SOC utiliza IA há mais de um ano e meio para analisar e correlacionar alarmes, identificar padrões e responder proativamente, o que aumentou em mais de 50% a eficácia no cumprimento dos SLAs e fortaleceu a proteção dos clientes. Por fim, a evolução da Claranet Cloud Platform, equipada com uma AI Factory e GPUs NVIDIA, permite treinar algoritmos de desenvolvimento de código e integração direta com o Github, tornando os projetos de software mais eficientes e acelerando a entrega de valor ao negócio. Esses exemplos ilustram como aplicamos, de maneira prática, as tendências tecnológicas para transformar processos e aprimorar resultados.
Como a Claranet Portugal ajuda seus clientes a integrarem soluções de IA (Generativa, Agentic)?
Desde o início, estabelecemos uma estrutura baseada em “Business Units” de mercado e “Practices” tecnológicas, o que nos concede um profundo conhecimento tanto dos requisitos de negócios quanto dos aspectos técnicos de nossos clientes. Essa visão, combinada com parcerias sólidas e processos de inovação que incentivam a experimentação, atua como um verdadeiro motor de aprendizado e aceleração de conhecimento. Dessa forma, conseguimos testar novas abordagens, acumular experiência prática e transferir rapidamente esse know-how para os projetos dos clientes. Acreditamos que um portfólio que abrange desde a camada de Workplace até a de Security, passando por Cloud & Infra, Applications e Data & AI, nos proporciona a expertise necessária para integrar, de maneira eficiente e robusta, soluções tecnológicas de última geração. Contamos com mais de 1000 profissionais altamente especializados e certificados – nosso maior ativo.
Quais são os principais riscos cibernéticos na adoção dessas tecnologias?
As arquiteturas associadas à Inteligência Artificial e o maior nível de integração necessários para aproveitar essas tecnologias aumentam significativamente a complexidade dos ecossistemas tecnológicos, trazendo novidades e desafios para as organizações. Apenas esse cenário já representa uma ameaça, pois muitas vezes não há um domínio completo sobre todas as infraestruturas, sistemas e aplicações envolvidas. Além disso, a própria IA e a imensa capacidade de processamento disponíveis hoje podem ser usadas para lançar ataques mais rápidos, sofisticados e difíceis de detectar. Por isso, é fundamental que as organizações adotem uma abordagem de cibersegurança “by design” e holística, garantindo que a inovação tecnológica seja acompanhada por uma revisão e reestruturação constante dos padrões de segurança e governança.
Como a Claranet Portugal está – ou busca estar – antecipando essas tendências no desenvolvimento de suas soluções?
Além da estratégia operacional e de negócio, temos dois eixos de atuação que nos permitem projetar a Claranet Portugal nos Horizontes 2 e 3: Inovação e Sustentabilidade. Desenvolvemos iniciativas internas, com parceiros e clientes, que nos possibilitam testar soluções e, independentemente do grau de sucesso, assegurar um elevado nível de aprendizado. Um bom exemplo são os MVPs, que estão já na sua quinta edição e têm sido um motor significativo de experimentação, resultando em soluções diferenciadoras em nosso portfólio. Essa abordagem nos permite antecipar tendências, acelerar o desenvolvimento de competências e transferir rapidamente conhecimento para o mercado, preparando nossos clientes para os desafios futuros.
Como você vê a Inovação como agente de desenvolvimento e competitividade das empresas?
Acreditamos que a Inovação e a Sustentabilidade, juntamente com a Tecnologia, são pilares fundamentais para um Portugal mais competitivo, desenvolvido e justo. Por isso, a Claranet Portugal esteve na origem e participa ativamente do Prémio Nacional de Inovação, promovendo e reconhecendo quem inova – seja em tecnologia, processos, cultura ou visão. Para nós, a Inovação é um dos verdadeiros motores do desenvolvimento e da competitividade, permitindo criar e antecipar tendências, além de responder aos desafios do mercado com soluções diferenciadoras e responsáveis. Buscamos gerar valor sustentável, promovendo uma abordagem que una tecnologia e talento a um compromisso sólido com o futuro.
Este artigo foi produzido em parceria com a Claranet Portugal.





