Imported Article – 2025-12-12 00:09:23
Um alto responsável envolvido nas negociações entre a Ucrânia e os Estados Unidos da América comentou que a questão territorial continua a ser a mais problemática nas conversações para encerrar a guerra na Ucrânia. Ele foi informado sobre as últimas rodadas de negociações realizadas durante o fim de semana e indicou que essa exigência “permanece e é a questão mais desafiadora”.
“Vladimir Putin [presidente da Rússia] não quer finalizar um acordo sem garantir território. Assim, os russos estão avaliando todas as possibilidades para assegurar que a Ucrânia ceda território no Donbas, uma região do leste do país que está parcialmente ocupada pela Rússia,” acrescentou o responsável.
A Rússia, que detém a maior parte do Donbas, busca obter todo o território, um pedido que Kiev tem constantemente rejeitado.
Além disso, o responsável destacou que Washington está pressionando a Ucrânia para que aceitem um plano para encerrar a guerra de forma rápida, mas Kiev não pode aceitar tudo sem antes analisar os detalhes.
Há quase três semanas, os Estados Unidos apresentaram uma proposta inicial com 28 pontos, que a União Europeia e a Ucrânia consideraram favorável a Moscovo e que não levou em conta as contribuições da União Europeia ou da Ucrânia.
Entre os pontos do plano, estavam o reconhecimento da soberania russa no Donbass e na Crimeia, que foi anexada em 2014, além da redução do efetivo do exército ucraniano para 600.000 soldados, 200.000 a menos do que o total atual, e a renúncia da Ucrânia à adesão à NATO, como está previsto na sua Constituição.
Destinado a acabar com o conflito iniciado pela ofensiva russa contra a Ucrânia em fevereiro de 2022, o plano passou por alterações significativas após várias reuniões de negociações em Genebra (Suíça) e na Flórida (EUA), com o objetivo de ajustar o texto em benefício de Kiev.
O documento foi apresentado ao presidente russo na terça-feira, durante uma visita a Moscovo do enviado presidencial dos EUA, Steve Witkoff, e de Jared Kushner, genro do presidente norte-americano e mediador informal.
Após três dias de negociações na Flórida entre as autoridades ucranianas e norte-americanas, não houve progressos significativos até sábado.
Apesar disso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comprometeu-se a continuar as negociações em busca de uma “verdadeira paz”, enquanto a Rússia intensifica os ataques com drones e mísseis contra a Ucrânia.
As questões que geram impasse nas negociações, mediadas pelos Estados Unidos, incluem a retirada russa do Donbass, a desistência da Ucrânia de ingressar na NATO, garantias de segurança e reparações russas no pós-guerra.
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando o pior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que resultou em centenas de milhares de mortos e milhões de refugiados.





