Governo não pediu ativação do Mecanismo de Proteção Civil da UE
Questionado pelo Jornal Económico (JE) a meio da tarde desta sexta-feira, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que o “Centro de Coordenação da Resposta a Emergências (ERCC) da UE tem estado em contacto estreito com as autoridades nacionais portuguesas responsáveis pela proteção civil”, mas que “Portugal não solicitou, até à data, assistência ao Mecanismo de Proteção Civil da União (UCPM)”.
Elementos dos bombeiros resgatam uma popular após os efeitos da passagem da depressão Kristin, em Alcácer do Sal, 29 de janeiro de 2026. A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
O Governo português não solicitou, até ao momento, a ativação do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UCPM, na sigla em inglês) na sequência da depressão Kristin.
Na mesma resposta, é referido que o ERCC, o centro operacional do Mecanismo de Proteção Civil europeu, diz que “está pronto para apoiar Portugal através do Mecanismo de Proteção Civil da União (UCPM) assim que for necessário”. Neste momento, o ERCC presta apoio às autoridades portuguesas através do mapeamento por satélite do Copernicus Emergency, fornecendo informações sobre a situação e a avaliação dos danos.
Caso solicite assistência ao abrigo do Mecanismo, o ERCC prestará apoio na coordenação e cofinanciamento das equipas de resposta e do equipamento disponibilizados pelos Estados-Membros do bloco europeu e pelos Estados participantes na UCPM, nomeadamente a Albânia, Bósnia e Herzegovina, Islândia, Moldova, Montenegro, Macedónia do Norte, Noruega, Sérvia, Turquia e Ucrânia. O ERCC poderá ainda mobilizar recursos, tais como geradores, das reservas de emergência rescEU da UE.
Desde que foi fundado, em 2001, o Mecanismo Europeu já respondeu a 830 pedidos de assistência de países europeus e de países de fora do bloco.
Na quinta-feira, o Governo decretou estado de calamidade nos 60 municípios afetados pela depressão Kristin. A Proteção Civil registou cinco mortos e mais de 8.160 ocorrências, com Oeste, Coimbra e Grande Lisboa a serem as regiões mais afetadas.





