Festival de Bandas Filarmónicas Retorna à Amadora em Setembro
Há 38 anos, o Festival de Bandas Filarmónicas da Amadora é um verdadeiro sucesso, sempre com a casa cheia e um público emocionado com o talento dos músicos, muitos dos quais são da região e têm investido no estudo da música. No domingo, dia 7, não será diferente: celebra-se a 39.ª edição deste festival, que é organizado anualmente pela Sociedade Filarmónica Comércio e Indústria da Amadora (SFCIA), sob a direção do maestro Hélder Gonçalves, que está à frente da banda há 11 anos.
“Três bandas filarmónicas irão se apresentar: uma da Amadora, a Banda de Música da SFCIA, conhecida por trazer repertório novo a cada festival, e duas bandas convidadas”, explica à New in Amadora.
As duas bandas convidadas são a Banda Musical de S. Tiago de Lobão, oriunda de Santa Maria da Feira, e a Banda do Grupo de Solidariedade Musical e Desportiva de Talaíde, que pertence ao concelho de Oeiras, acrescenta o músico de 45 anos.
O maestro destaca que “são bandas distintas, com características muito variadas e repertórios diferentes, o que traz uma diversidade importante para um festival dessa natureza”.
O evento, que faz parte das comemorações oficiais do 46.º aniversário da Amadora, terá início às 15 horas do dia 7 de setembro, no Espaço Fernando Relvas/Recreios da Amadora, e a entrada é gratuita, embora sujeita à lotação do espaço.
“Este é o festival mais antigo de bandas filarmónicas em Portugal, e o balanço é claramente positivo. Estou à frente desta banda há 11 anos e sempre procuro trazer bandas de várias regiões do país que apresentem novidades ao público”, afirma Hélder Gonçalves, que considera muito gratificante acompanhar a evolução dos músicos da banda.
“É uma grande satisfação, especialmente porque já participamos de concursos internacionais — conquistamos dois prêmios, o que é muito significativo. Já levamos os músicos à Casa da Música, no Porto, onde muitos nunca tinham ido, e tocamos em locais como o Europarque e o Teatro Thalia. Tudo isso contribui para o crescimento artístico e musical dos integrantes, e como maestro, fico feliz por poder contribuir para esse desenvolvimento”, revela à NiA.
Com 45 músicos activos, a banda é um grupo equilibrado e entusiasta, sendo que a maioria dos membros é da Amadora. Alguns vêm de outras localidades para estudar em Lisboa e buscam uma banda para se apresentar, mas a maior parte é da própria Amadora.
No entanto, o maestro, que tem o clarinete como instrumento favorito e possui formação superior em clarinete e direção de orquestra e está atualmente a finalizar seu doutoramento, observa mudanças significativas nos jovens desde que assumiu o comando da SFCIA em 2014.
“Sinto uma grande diferença, especialmente na forma como os jovens encaram a sociedade. Hoje, eles, tanto músicos quanto os de outras áreas, desejam as coisas com rapidez. A paciência é escassa e a resiliência também. É preciso lembrar que são necessários muitos anos de estudo e muita paciência para se evoluir”, alerta.
Apesar das dificuldades, Hélder Gonçalves, natural de Cabeceiras de Basto, que começou sua formação musical na Escola Artística de Vale do Ave, expressa orgulho em saber que a banda da SFCIA é considerada uma das bandas de referência, não apenas na região de Lisboa, mas em todo o país. “Isso se deve à nossa história e à diversidade do nosso repertório”, acrescenta.
O maestro também ressalta o apoio que a Junta de Freguesia da Mina e, especialmente, a Câmara Municipal da Amadora têm oferecido ao projeto. “A autarquia demonstra uma grande sensibilidade em relação à cultura e à inclusão das pessoas na comunidade”, conclui.
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