EDP e Schneider Electric se unem em Davos para financiar empreendedores da transição energética justa
Miguel Stilwell d’Andrade enfatizou a relevância deste modelo, citando exemplos de sucesso como o programa Entama, que já está a promover a economia local e a fixação de população em áreas de baixa densidade em Portugal e Espanha.
A EDP e a Schneider Electric apresentaram esta semana em Davos o EDGE Transition, durante a 56.ª reunião anual do World Economic Forum (WEF), onde a EDP teve a participação de Miguel Stilwell d’Andrade, CEO, e de Pedro Vasconcelos, administrador executivo do grupo.
As duas empresas decidiram unir esforços para lançar uma iniciativa global de inovação social que coloca o empreendedorismo no centro de uma transição energética justa e inclusiva.
O projeto é uma resposta direta à necessidade de apoiar soluções que enfrentem a precariedade energética e promovam a sustentabilidade em comunidades vulneráveis.
O EDGE Transition foi concebido para funcionar como uma ponte estratégica entre o ecossistema empresarial e os empreendedores sociais. O programa foca em áreas críticas, como o acesso a energia limpa, o aumento da eficiência energética e a criação de empregos especializados no setor.
A iniciativa prevê mecanismos de incubação e aceleração de projetos, mentoria especializada e validação técnica, além de apoio ao desenvolvimento de negócios para atrair investimento internacional.
Atualmente, em fase de mobilização, o EDGE Transition está à procura de três novos patrocinadores para expandir seu alcance global. As empresas que se juntarem ao projeto devem assumir um compromisso financeiro de três anos, podendo participar por meio de investimento direto ou integrando essas inovações em suas próprias cadeias de valor.
Esta iniciativa reforça a estratégia global de impacto social da EDP, denominada Y.E.S. – You Empower Society. O grupo mantém o objetivo de investir cerca de 30 milhões de euros anuais até 2030, apoiando mais de 500 projetos sociais em diversas geografias.
Ao apresentar o EDGE Transition em um palco global como Davos, a EDP e a Schneider Electric reafirmam que a transição energética só será completa se gerar benefícios sociais tangíveis, assegurando que a inovação tecnológica progrida em conjunto com a equidade social.





