Atividade Desportiva em Pavilhões de Leiria Continua Suspensa
A atividade desportiva permanece suspensa em todos os pavilhões municipais do concelho de Leiria em virtude dos estragos causados pela depressão Kristin, revelou hoje a Câmara Municipal.
“A decisão foi tomada em função dos danos gerados pela tempestade Kristin, com a única prioridade sendo a segurança de atletas, equipas técnicas e do público”, informou um comunicado publicado na página do Leiria Desporto, vinculada ao Município de Leiria.
De acordo com a Câmara, a suspensão abrange todas as atividades desportivas, incluindo treinos e competições, tanto federadas como informais, sem exceções.
“As equipas da Divisão de Desporto e dos Serviços de Obras Municipais estão a realizar vistorias técnicas no local. A retoma só ocorrerá mediante comunicação oficial e individualizada para cada instalação”, esclareceu a autarquia.
A Câmara destacou que a “proteção da integridade física dos munícipes prevalece sobre qualquer calendário competitivo”.
A quase totalidade das cerca de 500 infraestruturas desportivas do concelho de Leiria foi afetada pela depressão Kristin, sendo que existe “uma lista interminável de grandes danos”, conforme admitiu o vereador do Desporto do município.
Conforme Carlos Palheira, o levantamento dos danos ainda está em andamento, mas já se constata “perda total de algumas instalações”, especialmente pavilhões.
Há “largas dezenas de milhares de praticantes” que estão a ser afetados. “O pavilhão dos Parceiros colapsou, o do Telheiro também, o dos Marrazes desapareceu, o dos Barreiros está completamente inoperacional, o da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira está com metade da cobertura exposta, o da Mata dos Milagres tem duas paredes completamente no chão e outra inclinada, e o dos Silvas apresenta grandes danos…”, detalhou o vereador à agência Lusa.
Além disso, “o estádio encontra-se danificado, a piscina municipal sofreu um grande impacto, o Centro Nacional de Lançamento está inundado, pela segunda vez, devido à depressão Leonardo, e os dois clubes de ténis enfrentam enormes prejuízos”.
Os pavilhões que ainda estão operacionais estão sendo utilizados como abrigo para pessoas desalojadas ou como base para a distribuição de alimentos.
“Acima do desporto, deve estar sempre o bem-estar da população”, enfatizou Carlos Palheira, reconhecendo que a atividade desportiva organizada no concelho “está quase totalmente parada”.
Entre os cerca de 500 equipamentos existentes, “há uma lista interminável de grandes danos, que limitam imensamente a atividade”.





