As onomatopeias de Kengo Kuma chegam em outubro à Casa da Arquitetura
A exposição “Kengo Kuma: Onomatopeia” destaca a diversidade e a harmonia da obra do arquiteto japonês em diferentes geografias, promovendo um diálogo criativo com o espaço da Casa da Arquitectura, em Matosinhos. Um detalhe importante é que a mostra inclui projetos desenvolvidos ou em andamento em Portugal.
A Casa da Arquitectura, em Matosinhos, inaugura a exposição “Kengo Kuma: Onomatopeia” no dia 4 de outubro. O renomado arquiteto, que tem ganhado mais reconhecimento entre o público português, especialmente em Lisboa, é conhecido pela intervenção no edifício do CAM – Centro de Arte Moderna da Gulbenkian e pela sua conexão com os jardins, a engawa.
No seu trabalho, Kuma reinterpretou elementos tradicionais da arquitetura japonesa, trazendo inovações no uso de materiais naturais e abordagens novas sobre a relação entre luz e espaço. A exposição em Matosinhos promete ser uma “experiência imersiva que atravessa os sentidos e os continentes”, oferecendo uma oportunidade única para mergulhar no universo criativo de um dos arquitetos mais influentes da atualidade. Kuma é professor emérito na Universidade de Tóquio e possui uma vasta produção de livros e artigos sobre arquitetura contemporânea, além de ter escritórios em Paris, Tóquio e Pequim.
A obra de Kuma é amplamente reconhecida em diversas partes do mundo. No Japão, destacam-se o Museu de Nagasaki, o Museu Nezu, e o Estádio Nacional para os Jogos Olímpicos de 2020, bem como o Pavilhão de Portugal na Expo 2025 em Osaka. Além disso, o Dundee V&A Design Museum na Escócia e o já mencionado CAM em Portugal, entre outras obras, refletem os princípios que ele aplica em seus projetos, que vão de grandes obras a pequenas escalas, como residências unifamiliares e estabelecimentos comerciais.
A exposição “Kengo Kuma: Onomatopeia” é resultado de uma coprodução e coorganização entre a Casa da Arquitectura e o escritório do arquiteto, tendo passado por cidades como Veneza, Bonn e Atenas. Na versão apresentada em Portugal, a exposição tem a particularidade de incluir projetos em desenvolvimento ou já concretizados no país. O ateliê de Kuma, por sua vez, também adaptará os conteúdos da exposição à Nave Expositiva da Casa da Arquitectura, reaproveitando e reinterpretando suportes existentes, “num exercício de sustentabilidade e diálogo criativo com o espaço”, conforme informações publicadas no site da Casa da Arquitectura.
Composta por maquetas, desenhos, fotografias e textos, a exposição gravita em torno de onomatopeias especialmente selecionadas para esta edição portuguesa. “Esses elementos criarão uma narrativa sensorial e inclusiva, onde o som poderá ser utilizado como uma ferramenta interpretativa, destacando o caráter multissensorial da obra de Kuma e sua abordagem humanista e integradora à arquitetura”, conforme ressalta a apresentação da exposição no site da Casa da Arquitectura.
Um programa paralelo de atividades será realizado, promovendo cruzamentos culturais entre Portugal e Japão, com ênfase no “diálogo entre diferentes formas de pensar o espaço, a matéria e a experiência”.
A exposição “Kengo Kuma: Onomatopeia” estará disponível para visitação de 4 de outubro de 2025 a 3 de março de 2026, na Casa da Arquitectura, em Matosinhos.





