Abanca Portugal negocia a saída de 120 colaboradores
De acordo com as informações fornecidas ao SNQTB, o banco planeja firmar acordos de RMA com até 100 trabalhadores, com 20 vagas destinadas ao regime de pré-reforma.
Em comunicado, o Abanca Portugal informou que pretende a saída de até 100 trabalhadores por mútuo acordo, “com 20 vagas previstas para o regime de pré-reforma”.
Na segunda-feira, o Abanca anunciou ao SNQTB – Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários que iniciará, com efeitos imediatos, um programa voluntário de rescisões por mútuo acordo (RMA) e de pré-reformas, destinado aos trabalhadores dos Serviços Centrais que optarem por aderir.
Esse programa é uma consequência das alterações anteriores na rede de agências e no processo de integração informática e operacional do Banco, mantendo os mesmos procedimentos utilizados em iniciativas anteriores, conforme informou o banco liderado por Pedro Pimenta.
Em outubro, já haviam deixado a área comercial 77 trabalhadores, por meio de rescisões voluntárias e pré-reformas.
O que o Abanca está oferecendo nas Rescisões por Mútuo Acordo (RMA)?
A proposta inclui uma indemnização equivalente a 1,5 salários por cada ano ou fração de antiguidade, além da manutenção das condições dos créditos em andamento junto ao banco. Não haverá acesso ao subsídio de desemprego, devido à insuficiência de quotização, sendo oferecido um valor adicional à indemnização; também será disponibilizado um seguro de saúde por 12 meses e acesso a serviços de outplacement (apoio à transição de carreira profissional).
E quanto ao programa de pré-reformas?
O Abanca está oferecendo acesso reservado a trabalhadores que completem 60 anos até 31 de dezembro de 2026, com uma prestação mensal correspondente a 60% do salário mensal recebido.
O Sindicato dos Quadros, liderado por Paulo Gonçalves Marcos, garante que “continuará a acompanhar este programa de rescisões e pré-reformas de perto e com atenção especial, ressaltando que é fundamental que seja totalmente voluntário e baseado em uma decisão livre e bem informada por parte dos trabalhadores, conforme garantido pelo Abanca”.




