EUA, Lusofonia e Arábia Saudita: Mercados Estratégicos a Serem Explorados
Um ano após a chegada da nova direção liderada por Pedro Proença, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) estabeleceu, em colaboração com a EY, um plano estratégico para o futebol português até 2036. Um dos principais focos desse plano é a expansão da marca FPF, com o objetivo de torná-la a quinta marca mais valiosa do mundo.
O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, falou aos jornalistas após a reunião da XI Cimeira de Presidentes, organizada pela LPFP, no Convento de São Francisco, Coimbra, a 18 de outubro de 2023.
A FPF, sob a presidência de Pedro Proença, identificou os Estados Unidos, os países de língua portuguesa e a Arábia Saudita como mercados estratégicos. Essa iniciativa faz parte das ambições do plano estratégico apresentado na última terça-feira, que visa redefinir o futebol em Portugal até 2036, em parceria com a EY.
O plano, que busca reformular o futebol em Portugal nos próximos dez anos, está fundamentado em dez eixos estratégicos, que incluem a valorização da marca FPF, o impacto do Mundial 2030 e a sustentabilidade e competitividade do futebol.
O plano estratégico para o período de 2024 a 2036 contempla dez eixos estratégicos: nova era de governação; reforma da disciplina e justiça; valorização da marca FPF; Mundial 2030; promoção do futebol feminino; revolução na arbitragem; sustentabilidade e competitividade no futebol; plataforma de conhecimento e inovação; desenvolvimento de base às seleções de excelência e uma Federação ao serviço da comunidade.
Através da valorização da marca FPF, a entidade federativa presidida por Pedro Proença pretende aumentar sua presença em mercados como o norte-americano, árabe e lusófono, visando à internacionalização da marca. Proença definiu que a FPF aspira a ser a quinta maior marca desportiva mundial, com uma meta de 70 milhões de euros em receitas provenientes de patrocínios, licenciamentos e merchandising até 2036.
Um dos objetivos é a exportação da conferência Portugal Football Summit, que ocorrerá semestralmente e ajudará a promover o futebol português no exterior, com um foco especial nos mercados estratégicos identificados.
Para alcançar esses objetivos, a FPF contará com a colaboração de Cristiano Ronaldo, já que, segundo o presidente da federação, a marca CR7 se integra ao futebol português e ambas as marcas “estarão sempre ligadas”. O dirigente expressa a esperança de que Cristiano Ronaldo jogue “mais um par de anos” e acredita que a cooperação entre a FPF e CR7 será frutífera.
Pedro Proença quer reduzir carga fiscal que “discrimina” indústria
A sustentabilidade e competitividade do futebol português são eixos centrais no plano estratégico desenvolvido pela FPF em parceria com a consultora EY, que visa o crescimento da modalidade até 2036.
A redução de custos operacionais, que incluem impostos como IVA, IRS e IRC, além de prémios de seguros, representa uma das principais bandeiras da FPF neste plano. A entidade considera esses custos como recursos “essenciais”, que “limitam” a capacidade de investimento das estruturas desportivas.
A FPF aponta que a pressão dos custos operacionais é “agravada pela necessidade de rever o modelo atual de financiamento” do futebol em Portugal. Segundo o anuário da EY, na época 2024/25, a indústria do futebol gerou mais de 662 milhões de euros para o PIB nacional e contribuiu com 268 milhões de euros em impostos.
Em resposta ao que a FPF chama de “desajustamento dos quadros competitivos frente à realidade econômica de muitos clubes”, a entidade acredita que a pressão sobre orçamentos já limitados se intensificou.
Nesse contexto, a FPF deseja apoiar seus associados para “fortalecer a resiliência financeira” e cita como exemplo as candidaturas a fundos comunitários e o apoio ao futebol não profissional, financiado pelas receitas da centralização dos direitos audiovisuais.
Independentemente dessas iniciativas, a FPF enfatiza a prioridade na redução dos custos operacionais que “pesam sobre clubes e associações”, utilizando sua capacidade de influência política. Pedro Proença menciona a taxa máxima de IVA, que compromete a competitividade do futebol português em comparação à concorrência, além de recordar o fim do programa Regressar, que permitia o retorno de jogadores a Portugal com benefícios fiscais.





