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A E-Redes enfrenta severos constrangimentos, apesar dos esforços constantes. As condições meteorológicas intermitentes e os problemas de mobilidade em terra estão a atrasar a recuperação da rede elétrica, que se encontra em estado de destruição total em várias áreas do Centro.
A passagem da Depressão Kristin por Portugal Continental tem gerado danos sem precedentes na infraestrutura elétrica nacional. Segundo a última atualização da E-Redes, cerca de 266 mil clientes continuam sem energia, com o distrito de Leiria a ser o mais afetado, concentrando mais de 209 mil residências sem eletricidade.
A operadora da rede classifica os estragos como um evento sem igual, dado o regime perturbado em Portugal continental. A intensidade do vento e da chuva resultou na destruição de 680 km de linhas de alta tensão e na derrubada de 46 postes deste tipo apenas na região de Leiria. No total, foram contabilizados cerca de 600 postes de média tensão danificados, afetando uma extensão de 3.750 km de rede em distritos como Coimbra (12 mil clientes sem luz), Santarém (17 mil), Portalegre (17 mil) e Castelo Branco (10 mil).
Para enfrentar a catástrofe, a E-Redes mobilizou uma equipe de 1.200 operacionais, com o apoio de 250 geradores e três centrais móveis. Na região de Leiria, a utilização de drones e helicópteros tem sido crucial para mapear os danos em áreas de difícil acesso, onde a rede se encontra mais vulnerável.
A prioridade das equipas no terreno é energizar subestações ainda inativas, assegurar o fornecimento de energia a hospitais, infraestruturas de água e telecomunicações, e restabelecer o serviço em todos os concelhos afetados.
A E-Redes, anteriormente conhecida como EDP Distribuição, é responsável pela operação e manutenção da rede de distribuição de eletricidade em Portugal Continental, garantindo que a eletricidade chegue a lares e empresas, sem a comercializar diretamente, e lidando com questões técnicas como avarias, contadores e ligações, diferenciando-se dos comercializadores, como a EDP Comercial.





