Vereadora do Chega em Lisboa desfilia
A vereadora do Chega na Câmara de Lisboa, Ana Simões Silva, anunciou a sua desfilição do partido e irá assumir o mandato como independente. A decisão foi justificada por “incompatibilidades políticas intransponíveis” dentro do gabinete da vereação do Chega.
“Informo que irei assumir o mandato na qualidade de vereadora independente. Esta decisão prende-se com incompatibilidades políticas intransponíveis dentro do gabinete da vereação do partido Chega. Não posso permanecer como uma vereadora meramente decorativa, sem qualquer tipo de meios que permitam exercer um mandato competente em benefício da cidade de Lisboa”, declarou Ana Simões Silva em um comunicado enviado à agência Lusa.
No mesmo comunicado, Ana Simões Silva informou que apresentou oficialmente a sua desfiliação do partido Chega, “com efeitos imediatos”.
A Lusa procurou mais informações com Ana Simões Silva, que preferiu não comentar no momento.
A médica dentista Ana Simões Silva ocupou o 2.º lugar na lista do Chega para a Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025, fazendo parte da candidatura liderada por Bruno Mascarenhas, que na altura era deputado na Assembleia Municipal de Lisboa.
Nas recentes eleições autárquicas, que aconteceram há aproximadamente três meses, o partido Chega conseguiu eleger, pela primeira vez, dois vereadores para o executivo da Câmara de Lisboa: Bruno Mascarenhas e Ana Simões Silva.
O atual executivo municipal de Lisboa, para o mandato 2025-2029, tomou posse em 11 de novembro e é presidido pelo social-democrata Carlos Moedas, reeleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, que governa em minoria com oito eleitos, que são os únicos com pelouros atribuídos, ficando a um de conseguir a maioria absoluta, que exigiria a eleição de nove dos 17 membros da câmara da capital.
Os outros nove eleitos do executivo camarário são vereadores sem pelouros, incluindo quatro do PS – Alexandra Leitão, Sérgio Cintra, Carla Madeira e Pedro Anastácio – e dois do Chega – Bruno Mascarenhas e Ana Simões Silva – além de Carlos Teixeira (Livre), Carolina Serrão (BE) e João Ferreira (PCP).
Apesar de se posicionar como a segunda principal força da oposição, atrás do PS, o Chega tem apoiado várias propostas da liderança PSD/CDS-PP/IL (que governa sem maioria absoluta), incluindo a delegação de competências ao presidente da câmara, Carlos Moedas (PSD), o novo regimento da Câmara de Lisboa e o orçamento municipal para 2026.





