Quantos comboios para a alta velocidade? Decisão será em janeiro
O concurso para a construção do troço Oiã-Soure da Linha de Alta Velocidade (LAV) Lisboa-Porto, no valor de 2,4 mil milhões de euros, será lançado a “breve trecho”.
O Governo decide no início de 2026 quantos comboios vai comprar para a CP de alta velocidade, anunciou hoje o ministro das Infraestruturas.
Miguel Pinto Luz disse que em “janeiro” o executivo vai avançar com a “aquisição da alta velocidade”.
Questionado sobre quantos comboios pretende comprar, o ministro não avançou com números: “em janeiro iremos apresentar essa solução”.
Na sua apresentação, também abordou a decisão do Conselho de Ministros desta semana para o lançamento do segundo concurso para a construção do troço Oiã-Soure da Linha de Alta Velocidade (LAV) Lisboa-Porto.
Este é um investimento de 2,4 mil milhões de euros, mantendo a localização da estação de Coimbra e a quadruplicação da Linha do Norte, face ao primeiro concurso.
O contrato vai ser em regime de Parceria Público-Privada (PPP) da “conceção, construção, financiamento, manutenção e disponibilização das infraestruturas ferroviárias”.
O ministro também fez um balanço dos quatro troços da LAV Porto-Lisboa. Entre Porto e Oiã, a tutela espera ter a emissão de Decisão sobre a Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (DECAPE) até ao final do ano pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Entre Oiã-Soure, espera que o novo concurso seja lançado a “breve trecho”, com a assinatura do contrato prevista para 2027.
Entre Soure-Carregado, o executivo destaca que o processo de avaliação ambiental está concluído e que o concurso será lançado no primeiro semestre de 2026.
Entre Carregado-Lisboa, o contrato PPP está em fase de estudo e análise. E existem vários dossiers em projeto de execução, como a ampliação da Gare do Oriente e o Terminal Técnico do Oriente. Já a Linha do Norte verá o troço ser quadruplicado. E o percurso Alverca-Castanheira está em fase de avaliação de impacte ambiental.
O ministro falava no evento que assinala o facto de Portugal receber o seu primeiro comboio novo nos últimos 23 anos. É a primeira de 22 automotoras Flirt fabricada pelos suíços da Stadler. No total, está prevista a entrega de 200 novos comboios para a CP.
Deste total, 117 correspondem ao fornecimento de novas automotoras elétricas, com 62 unidades para os serviços urbanos e 55 para os serviços regionais. A maior aquisição de material circulante da história da empresa foi fechada com o consórcio franco-luso Alstom/DST. No total, implica um investimento de 746 milhões de euros, com as primeiras unidades previstas para 2029.
O ministro anunciou que o executivo “já mandatou negociar opção de 36” destas automotoras.
Apesar de todas as empresas, o ministro reconheceu que “não chega, a CP diz que precisaria de quase o dobro. Só nos regionais, o comboio mais novo tem mais de 40 anos. Não pode voltar a acontecer no país”, afirmou, referindo-se à falta de investimento durante décadas na ferrovia, considerando que o tema da alta velocidade é hoje consensual em Portugal ao nível dos partidos: “queremos todos a alta velocidade em Portugal”.





