BCE mantém requisitos de capital da CGD até 2026
O requisito do Pilar 2 para a Caixa em 2026 permanece inalterado em 1,9%, o que é inferior à média de 2,1% exigida dos 105 bancos sob supervisão do BCE. Este dado reflete uma avaliação de baixo risco da Caixa pelo Supervisor”, afirma o banco dirigido por Paulo Macedo.
O presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, chegou para a conferência de imprensa onde foram apresentados os resultados do 3.º semestre de 2025 na Culturgest, em Lisboa, em 6 de novembro de 2025.
Após receber a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre os requisitos mínimos prudenciais para 2026, com base nos resultados do Supervisory Review and Evaluation Process (SREP), e a comunicação do Banco de Portugal sobre a reserva adicional de fundos próprios exigida como “Outra Instituição de Importância Sistémica” (O-SII), a Caixa Geral de Depósitos anunciou seus requisitos mínimos prudenciais, que deverão ser cumpridos em base consolidada e são determinados pelo valor total dos ativos ponderados pelo risco.
O BCE manteve para 2026 as mesmas exigências de capital que estabeleceu para 2025 em função da qualidade dos ativos do banco, especificamente no Pilar 2, fixando-o em 1,9%. Esse total inclui 1,069% de CET1 e 1,425% de Tier 1.
Esse requisito é calculado com base no total de ativos ponderados pelo risco (RWA). Assim, quanto menor for a exigência, melhor a qualidade da carteira de crédito do banco. No caso da CGD, o Pilar 2 para 2026 será o mesmo que o de 2025.
A CGD declara que, em relação aos requisitos mínimos prudenciais a serem observados em base consolidada, a partir de 1 de janeiro de 2026, terá que ter um rácio de CET1 de 9,439%; um rácio de Tier 1 de 11,295%; e um rácio de capital total de 13,770%. Todos estes valores são superiores aos exigidos no ano anterior, devido à Reserva Contra Cíclica.
O buffer de capital exigido para a Caixa em 2025 é de 3,87%. Este buffer inclui a Reserva de Conservação de Fundos Próprios (2,5%), a Reserva Contra Cíclica (0,62%, valor variável, incluindo 0,75% para ativos em Portugal) e a Reserva para “Outras Instituições de Importância Sistémica” (0,75%), que permanece inalterada após uma redução de 0,25 pontos percentuais em 2024.
“Os rácios de capital da Caixa, com referência a 30 de setembro de 2025, superam os novos requisitos mínimos de CET1, Tier 1 e Capital Total com margens bastante significativas (11,88 p.p., 10,03 p.p. e 7,63 p.p., respectivamente), evidenciando a robustez da solvabilidade da instituição”, conclui o banco.





