800.000 Franceses Protestam em Meio à Crise Política
Em França, milhares de professores, maquinistas, farmacêuticos e trabalhadores hospitalares estão em greve nesta quinta-feira. O motivo principal são as políticas de austeridade do Orçamento do Estado propostas pelo governo anterior, que perdeu o poder no dia 15 de setembro.
Até às 13h, havia relatos de dois feridos e cerca de uma centena de detenções. Segundo a imprensa francesa, as manifestações resultaram na interrupção de transportes, afetando diversos setores da função pública, além do fechamento de escolas.
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Conforme as autoridades, houve confrontos em Lyon e Nantes. Em Paris, cerca de cinquenta pessoas conseguiram entrar no Ministério da Economia, mas sem que isso gerasse grandes distúrbios.
Uma fonte do Ministério do Interior, citada pela agência Reuters, afirmou que se espera a participação de até 800.000 pessoas nas greves e protestos, que foram convocados por meio das redes sociais. Desde as primeiras horas da manhã, aproximadamente 80.000 policiais foram mobilizados.
Os sindicatos pedem que o novo primeiro-ministro, Sebastién Lecornu, cancele os planos fiscais do governo de François Bayrou, aumente os investimentos nos serviços públicos, eleve os impostos sobre os mais ricos e altere uma medida que exige que os franceses trabalhem mais tempo para se aposentarem.
“Os trabalhadores que representamos estão indignados”, afirmaram os principais sindicatos do país em uma declaração conjunta, rejeitando os planos fiscais “brutais” e “injustos” do governo anterior.
O déficit orçamental da França no ano passado foi quase o dobro do limite de 3% estabelecido pela União Europeia. Embora Lecornu tenha a intenção de reduzir esse déficit, ele precisará negociar com os demais partidos em um parlamento fragmentado para aprovar o Orçamento do Estado para 2026.
O governo anterior, liderado por François Bayrou, caiu na última semana devido a uma proposta de Orçamento do Estado que previa cortes de 44 milhões de euros. O presidente Emmanuel Macron e o recém-nomeado primeiro-ministro, Sebastién Lecornu, estão sob pressão tanto do parlamento quanto da população.





